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Testemunhos de doação de órgãos e a morte (9)

setembro 9, 2011 Deixe um comentário

Como se sentem os receptores dos órgãos?

Espanha: Receptores de órgãos relatam que se sentem como duas pessoas. Dez pessoas contaram suas historias:

Eu não sei como se sentem meus colegas, mas eu me sinto se tivesse duas pessoas dentro de mim. O mais surpreendente era que peguei uma verdadeira vontade incontrolável de andar de moto, coisa que nunca senti antes. Perguntei meu medico como morreu o doador do meu coração e ele falou que foi um acidente de moto.”

Um outro falou: “Sinto uma simpatia tão forte com a família do doador se fosse minha própria.”

Martin respondeu as perguntas como segue: “Fisicamente me sinto muito bem, mas psiquicamente… Ainda após 6 anos sinto algo indefinível… se não estivesse sozinho. Algo sempre me acompanhava. Especialmente a noite pensei: ele se estica demais na cama. Fiquei sabendo que não fui o único que sentia estas alucinações. Mas não são alucinações… é tudo real.

Uma senhora com um novo coração relatou: “Me sinto se o mundo continua rodando, mas parece que eu não participo.”

Porque ainda estou aqui?” perguntou um outro receptor de coração.

Seria possível que o relógio da vida parou e a alma não tem mais planos e objetivos nesta vida?

Uma senhora dos EUA, Claire Sylvia,com um novo coração sentiu de repente vontade de comer coxa de frango com cerveja, coise que ela antes detestava. Também sua cor preferida mudou de azul para verde. Logo depois do transplante, ela começou a sonhar com um homem com as letras T. L. e sentiu inspirar seu corpo. Mais tarde, ela descobriu que o nome do doador começou com estas letras e que ele tinha exatamente este gosto de comida e cores.

A partir de um certo momento, ela sentiu a alma do Tim, o doador, continuando vivendo dentro de si. Finalmente, ela sonhou da reconciliação com o doador e relatou: “Nos beijamos e eu senti que ele entrou em mim com cada inspiração. Neste momento eu sabia que Tim sempre vai ficar comigo.”

A partir deste momento, ele sentia que recebeu uma nova vida e que os novos órgãos realmente pertenciam a ela, porem… a alma do Tim também ficou perto dos seus órgãos. A situação lembrava de gêmeos siameses que compartilham órgãos deste o nascimento. Agora ela sentia a força do Tim, porem também sua inquietação e perdeu em seguida sua vontade de cozinhar, algo que ela sempre gostou muito.

Mas existem relatos bem mais dramáticos sobre sofrimentos cruéis dos doadores!

Continua.

Imagem: cabecadecuia.com

Doação de órgãos e a Morte (8)

setembro 7, 2011 Deixe um comentário

Se deixamos o lado econômico ao lado, o que acontece com os doadores que se ofereceram voluntariamente para doar seu órgãos? E como se sentem os receptores dos órgãos?

A retirada dos órgãos significa um sofrimento cruel e insuportável para o doador, pois o corpo do “morto” não pode estar morto, porque caso contrario, os valiosos órgãos também estariam mortos. Esta é a cruel verdade!

Com equipamentos complicados, mas artificiais, os doadores são mantidos “vivos” e ao mesmo tempo não pode acontecer a separação da alma do corpo, porque o cardão de prata segura a ligação e transmite qualquer dor. Infelizmente não existem aparelhos para medir a dor sofrida pelo doador, que não tem condições de se mexer e defender. Esta é a triste realidade.” (Gabriele: Cada um morre sozinho.)

A doença mental dos receptores dos órgãos doados

Alexandre, um jovem receptor de coração e pulmão causou em pouco tempo 2 acidentes de carro. Na segunda vez ele tinha de quebrar os vidros para sair do carro em chamas. Ele não teve nenhum choque e relatou depois friamente, se não fosse ele que quase morreu:

Não tive medo, simplesmente tinha que correr muito.”

Elisabeth Wellendorf – que escreveu o livro: Viver com o coração de um outro – se lembrou que Alexandre recebeu os órgãos de um jovem motoqueiro e pergunta:

Qual é a ligação? Os órgãos dentro do receptor ainda mantem as informaçõesgenéticas do doador?”

Alexandre, talvez, sabe a resposta: “Eu não sei o que está acontecendo comigo. Alguma coisa está diferente comigo. Não tenho mais medo do perigo como antes.”

Num encontro de receptores de órgãos, Elisabeth percebeu que quase todos tinham alguma fantasia da morte e se sentiram atraídos de situações perigosas. Uma senhora se encontrou num estacionamento no alto de um shopping em frente do abismo, olhando para baixo e oscilando, indecisa se queria pular ou não.

A questão era, se a mulher se desviou do caminho original ou existe uma dinâmica interna de continuar ate o fim? Eles morreram em sua consciência, já que todos os transplantados festejaram agora um segundo aniversario?

A Escritora sentiu que cada um tem um tempo de viver e um momento de morrer. Mas agora, o avanço técnico-medico consegui de alterar o “caminho original e previsto”.

Um outro exemplo: Susan não morreu e sobreviveu o transplante. Ela relatou sobre o doador dos órgãos: “Eu o sentido amarrado em mim como um irmão gêmeo. Ele sempre me acompanha. Somos comprometidos um com o outro. Eu o sinto tao perto, se ouvisse o respirar. Ou quando estou sentando embaixo de uma arvore, ele fica encima de mim.”

Ela desenhou um quadro, mostrando os dois ligados por um cordão umbilical, porem escondido atras de uma nuvem. Muitos receptores sentem algo assim, o que pode significar que a alma do doador ainda está ligado aos seus órgãos e assim ao receptor. Alem disso, cada órgão mantem sua vibração original. Assim, provoca dissonâncias nos sentimentos do receptor.

Continua.

Imagem: psiqweb.med.br

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